Pai e esposa do deputado federal Evandro Gussi (PV) foram assessores do deputado estadual Reinaldo Alguz, também do PV (Foto: Arquivo)

Na primeira sessão do ano na Câmara Municipal de Tupã, realizada na segunda-feira (5), o vereador Paulo Henrique Andrade (PPS) apresentou documentos indicando que a esposa do deputado federal Evandro Gussi (PV) foi assessora do deputado estadual Reinaldo Alguz, do mesmo partido.

Segundo ele, o próprio parlamentar federal também foi assessor e que, marido e mulher, se alternavam no cargo, sempre com vencimentos acima de R$ 12 mil. O vereador destacou ainda que nitidamente a esposa assumia o cargo do marido quando Gussi se licenciava para disputar eleições.

A denúncia repercutiu por toda a região. Grupos de WhatsApp e postagem nas redes sociais questionavam a situação que, segundo o vereador, não representa, a priori, nenhuma irregularidade, mas que “moral e eticamente é reprovável”. “Quando vemos um assessor de deputado na rua, todos nós sabemos quem é, mas nunca soubemos que a senhora “J” desempenhava trabalhos de assessoria”, afirmou Andrade, segundo publicou o Portal Mais Tupã!.

Logo após a denúncia, outra acusação veio a público envolvendo a família Gussi. Desta vez, foi divulgado que o pai do deputado federal também trabalhou para Reinaldo Alguz. Segundo o blog do jornalista Jota Neves, José Reinaldo ocupou o mesmo cargo do filho e da nora Joice Raquel Ubeda Hadda Gussi, também com salários acima dos R$ 12 mil.

Outro lado

Em nota, enviada ao Portal Mais Tupã!, o deputado federal respondeu as acusações.

“Pessoas sem cautela e desprovidas de zelo com a verdade passaram a insinuar que haveria alguma ofensa ética no fato de, por um determinado período, antes de minha eleição para Deputado Federal, minha esposa e meu pai terem servido como assessores parlamentares. Os fatos são simples: os próprios divulgadores reconhecem que não há qualquer ilegalidade. De fato, as contratações foram públicas e seguiram rigorosamente a lei. Obviamente, ambos cumpriram o que lhes fora proposto para a função. Tudo ocorreu em período anterior à minha investidura no cargo de deputado federal. Qual seria o problema, portanto? O fato de serem minha esposa e meu pai, dizem”, afirma a nota.

Ainda, segundo a defesa do parlamentar, foram contratados dois cidadãos brasileiros, “no pleno gozo de seus direitos civis e políticos”. “A primeira possui duas graduações universitárias na área da saúde e é uma gestora reconhecidamente competente. O segundo é delegado de polícia aposentado, respeitado advogado em âmbito regional e professor universitário. Ambos, portanto, têm inequívoca capacidade para desempenhar as funções que lhes foram atribuídas”.

A nota concluí: “A vida pública exige, e quanto a isso sinto-me muito confortável, transparência. Esta se manifesta na  exigência de que os deputados federais apresentem sua Declaração de Imposto sobre a Renda ao Tribunal de Contas da União, o que tenho feito diligentemente. O patrimônio que possuo é fruto de uma vida de  estudos e de trabalho árduo. Em 2014, o valor real dos meus bens, apresentado à Receita Federal do Brasil, somava R$ 446.065,62, o que é comprovado por minha Declaração em anexo. Ao lado disso, a mesma Declaração demonstra que pago mensalmente prestações de financiamento imobiliário cujo valor total é de R$ 367.800,48, junto à Caixa Econômica Federal, utilizado para a construção da residência em que moro. Eis a verdade! O restante se divide entre informações distorcidas ou interpretações sem critério. Os promotores da infâmia, como é comum nesses casos, não trazem qualquer prova de condutas imorais ou ilegais: limitam-se a lançar suspeitas sem fundamento, buscam prejudicar reputações e esperam – quem sabe! – alcançar objetivos escusos com isso. Procuro não dar ouvidos a tais coisas, pois, em geral, as pessoas só podem oferecer o que têm. Justamente por isso quero, de minha parte, continuar a oferecer o que tenho: um imenso amor pelo Brasil, por sua história e por seu povo”, finaliza nota à imprensa.