Caixa de inspeção de esgoto não deve ser utilizada para escoar água pluvial (Foto: Reprodução/TV Diário)

A Sabesp realizou vistoria em 21.083 residências e estabelecimentos de Adamantina, Lucélia, Osvaldo Cruz, Parapuã, Piacatu e Santópolis do Aguapeí nos últimos 18 meses. Os objetivos da ação são identificar e promover a adequação dos imóveis que possuem ligação de água da chuva à rede coletora de esgoto da companhia de saneamento. Foram identificados 1.697 casos – 8% do total de vistorias.

A ação é realizada em parceria com as vigilâncias sanitárias dos municípios, que notificam os imóveis com irregularidades. Do total de imóveis notificados, 1.085 já foram adequados pelos proprietários. A medida tem caráter preventivo, para evitar danos à rede de esgoto e transtornos para a população.

Lançar água da chuva na rede coletora de esgoto, que não foi dimensionada para este fim, pode provocar rompimentos de rede, vazamentos e retorno do esgoto na rua e dentro das casas. A caixa de inspeção de esgoto, pelo mesmo motivo, não deve ser utilizada para escoar água pluvial.

No Estado de São Paulo, o decreto 5.916/75 determina que os imóveis tenham duas saídas. A de esgoto recolhe os resíduos do vaso sanitário, chuveiro, pias e tanque. Já a saída pluvial reúne a água da chuva que escoa por ralos e calhas. Os tubos devem ser separados para que o esgoto seja enviado para tratamento e para que as águas pluviais sejam encaminhadas para córregos e rios.

Para evitar obstruções, também é importante que óleo de cozinha e resíduos sólidos, como restos de comida, fio dental, absorventes e preservativos, não sejam descartados no vaso sanitário ou no ralo da pia. O uso correto da rede coletora de esgoto ajuda a proteger a saúde e o bem-estar da população.

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