Crianças africanas são beneficiadas com doações de aposentada luceliense (Foto: Arquivo Pessoal)

As 1.062 peças confeccionadas pela aposentada Olga Gonçalves Lopes, de 82 anos, já estão beneficiando crianças de Moçambique, considerado como um dos países mais pobres e menos desenvolvidos do mundo. As peças, enviadas no último dia 28, de Lucélia para São Paulo, foram levadas até a África por missionários de Minas Gerais.

Parte das roupas foram doadas para ONG Missão África, de Mutua, que trabalha com a educação e alimentação de crianças, de 4 e 5 anos, desenvolvendo projetos de leitura e escrita, além de desenvolver atividades educacionais.

Doações são encaminhadas para ONG de Moçambique (Foto: Arquivo Pessoal)
Doações são encaminhadas para ONG de Moçambique (Foto: Arquivo Pessoal)

Histórico

A ideia de produzir as peças surgiu após a morte da filha da luceliense, em novembro de 2.014. “Ela tinha muita vontade de ir ajudar no continente africano. Foi quando pensei, será que não poderia fazer algo?”, conta.

Dois meses depois, a aposentada começou a confeccionar em sua própria casa as roupas, produzidas a partir de doações de retalhos e de peças pela comunidade. “Agradeço a todas as pessoas que colaboraram. Tudo foi possível graças à contribuição de muitas pessoas da região”, agradece.

A última edição da Revista VOX contou a história de carinho e empenho da aposentada para concretização do sonho. “Hoje, vencida essa fase, e com o cumprimento dessa missão, Olga Lopes contabiliza duas vitórias: a superação das limitações decorrentes do AVC e do vazio pela perda da filha. E ao invés de cansaço, sente no próprio corpo os reflexos positivos da tarefa, ao perceber as mãos e braços mais ágeis, inclusive o lado afetado pela doença. Os ganhos são, claramente, físicos e emocionais”, diz o texto, em reconhecimento ao trabalho voluntário.

Olga Lopes durante o processo de fabricação das peças que foram encaminhadas à África (Foto: Arquivo | Grupo IMPACTO)
Olga Lopes durante o processo de fabricação das peças que foram encaminhadas à África (Foto: Arquivo | Grupo IMPACTO)

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