O funileiro Giovano Costa foi morto com um golpe de tesoura de jardinagem. Réu confesso do crime estava preso há 15 meses e foi absolvido da acusação pelo Tribunal do Júri, em julgamento realizado no Fórum de Adamantina (Foto: Arquivo)

Na última quarta-feira, 20, aconteceu no Fórum local, o julgamento de G.B.S., de 20 anos, réu confesso pelo assassinato do funileiro Giovano Costa, de 27 anos, morto no dia 13 de março de 2017, com um único golpe de tesoura de jardinagem, no Parque do Sol, em Adamantina.

No dia seguinte ao crime, em 14 de março, acompanhado de seu advogado, Dr. Alexandre Ramenzoni, o acusado se entregou à Polícia Civil, confessando o crime. Ele foi preso e encaminhado a Penitenciária de Presidente Prudente, onde ficou recolhido até a data de seu julgamento.

Após 15 meses do assassinato, o réu foi levado ao Tribunal Popular do Júri, sendo absolvido da acusação de homicídio qualificado por motivo fútil.

De acordo com o advogado do réu, Dr. Alexandre Ramenzoni, o júri popular composto por sete pessoas da comunidade, reconheceu o privilégio da violenta emoção e na quesitação sobre absolvição ou condenação, por maioria, decidiram pela absolvição do réu.

“A decisão foi soberana e já foi expedido o mandato de soltura, porém, cabe ao Ministério Público de São Paulo recorrer da decisão dos jurados”, explicou Ramenzoni.

O advogado do réu comemorou a decisão.

“É uma das maiores vitórias da minha carreira, onde atuo como advogado há 14 anos. Parabenizo a família e o réu pela vitória e agradeço pela confiança depositada em meu trabalho”, destacou Dr. Alexandre Ramenzoni que atende na alameda Dr. Armando Salles Oliveira, 285, no centro de Adamantina, juntamente com seus sócios, Dr. Willian Cecotti e Dr. Guilherme Caldeira.

Relembre o caso
Giovano Ferreira da Costa, de 27 anos, foi assassinado com golpe de tesoura de jardinagem, na altura do peito, no dia 13 de março de 2017, no Parque do Sol, em Adamantina.

Na época, a delegada Rita de Cássia Gea Sanches, do 1° Distrito Policial, responsável pelo inquérito aberto para apurar as causas do crime, explicou detalhes do assassinato à reportagem do DIÁRIO.

Segundo Sanches, durante a tarde do dia 13, houve um encontro ocasional entre o acusado, sua namorada e a vítima, em uma oficina de motos, em Adamantina, quando o funileiro cumprimentou a namorada do acusado, por serem amigos de infância. Essa situação teria irritado e provocado ciúmes no acusado. Já no início da noite o acusado estava na casa de um amigo, no Parque do Sol, quando o funileiro passou pelo local, de moto. Houve uma provocação, por parte do acusado, e iniciada uma discussão entre os dois.

No auge da discussão, o acusado pegou uma tesoura de jardinagem, de grande porte, que estava sobre o muro, no lado oposto da rua onde houve a discussão, e atingiu o funileiro com um único golpe, que foi fatal, fugindo em seguida. A vítima chegou a ser socorrida, porém, não resistiu e morreu.