Seis anos após início da construção, recursos da UPA deverão ser devolvidos ao Governo Federal (Foto: Arquivo | Grupo IMPACTO)

Pode até parecer notícia repetitiva, mas a situação da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) ainda gera impasse para Prefeitura de Adamantina. A unidade, que deveria estar funcionando desde 2.012, não deve entrar em operação, pois o prefeito Márcio Cardim (DEM) informou que será iniciado o processo de devolução dos recursos – cerca de R$ 1,8 milhão – ao Governo Federal, sendo exemplo de morosidade, desperdício de dinheiro público e falta de fiscalização.

Durante coletiva de imprensa na terça-feira (19), o prefeito Márcio Cardim (DEM) informou que a Prefeitura iniciará o processo de devolução dos recursos ao Governo Federal. A informação contraria intenção inicial, quando durante balanço dos 100 primeiros dias de gestão o Chefe do Executivo afirmou que a Unidade entraria em operação ainda este ano, descartando a possibilidade de não funcionar.

A mudança de postura é devido à vinda da Associação e Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus para gerir a administração da Santa Casa a partir de 8 de janeiro próximo.

O modelo de gestão dos Franciscanos quer que o pronto-socorro funcione. O pronto atendimento funcionando, eles têm possibilidade maior de melhorar a taxa de ocupação da Santa Casa. Hoje a taxa é de 38%, muito baixa, nenhum hospital sobrevive com índice inferior a 80%. Agora, iremos sentar com os Franciscanos para definir o que será feito, mas já sei a resposta deles: não querem que a UPA funcione. Se a UPA funcionar, vai tirar recursos inclusive da Santa Casa, já que a Prefeitura repassa R$ 217 mil ao mês para o pronto-socorro, o que dá em torno de R$ 300 mil mês no total, inviabilizando o funcionamento da Santa Casa”, explica Cardim.

Segundo o prefeito, o Departamento Jurídico iniciará a análise de como será feito a devolução dos recursos da UPA. “O prédio ficará com o Município”, pontua.

Ele afirma também que Adamantina não tem condições financeiras para arcar com o funcionamento desta estrutura de saúde.  “A UPA necessita de pelo menos R$ 500 mil ao mês para atender a população, o que daria R$ 6 milhões ao ano. Para devolver, será em torno de R$ 1,8 milhão – valor do prédio mais correção. A informação inicial é que o valor do investimento em equipamentos não precisará ser devolvido. A Prefeitura iniciará o processo de devolução, mas não temos condições de devolver este recurso em uma única parcela”, concluí o prefeito.