No Circuito Cultural Paulista, Adamantina recebia espetáculos mensais, nos meses de março a junho e agosto e novembro (Foto: Divulgação)

A programação do Circuito Cultural Paulista, em Adamantina, foi cancelada pela Secretaria de Estado da Cultura. A informação foi revelada pelo vereador Acácio Rocha (DEM), secretário da Cultura entre os anos de 2006 a 2012, época em que o programa começou a contemplar à cidade com apresentações artísticas e culturais.

Na sessão de segunda-feira (7), o parlamentar apresentou requerimento questionando os motivos da exclusão de Adamantina, que, segundo ele, aparentemente, sem uma motivação detalhada e discutida pela Secretaria de Estado da Cultura com a Prefeitura. “É inadmissível o órgão estadual de cultura negligenciar nossa cidade, após toda a construção e caminhada vividos desde o início da parceria”, reclama o vereador. “Vamos atuar para a retomada dessa agenda, bem como na ampliação das iniciativas locais, pela própria casa, que estimulem, reconheçam e deem oportunidades, também, aos artistas locais”, completa.

Ao IMPACTO, a Secretaria de Estado da Cultura confirmou que Adamantina recebeu o Circuito Cultural Paulista entre 2009 e 2017 e, que este ano, foi excluída da programação. “Considerando que um dos principais objetivos do programa é a democratização do acesso à cultura e a formação de plateias, e, por conta do contingenciamento que atinge todas as pastas do governo, inclusive os programas da Secretaria da Cultura, o município deixou de receber a programação em 2018”.

A Secretaria de Estado reforçou que a parceria com a Prefeitura sempre foi muito positiva e “reiterou que não medirá esforços para que a cidade volte a receber a programação do Circuito Cultural Paulista em 2019, na confiança de que o reaquecimento da economia contribua no aumento da arrecadação e, consequentemente, o investimento nos programas culturais possa ser ampliado”, diz, a nota.

No Circuito Cultural Paulista, a cidade recebia espetáculos mensais, nos meses de março a junho e agosto e novembro, com atrações contratas pelo Estado, que pagava os cachês, deslocamento, hospedagem e alimentação dos artistas. O município cedia o local, geralmente o anfiteatro da Biblioteca Municipal, e os serviços de sonorização e iluminação.