Número de queimadas cresce no mês de abril em Adamantina (Foto: João Vinícius | Grupo IMPACTO)

O início do período de estiagem traz preocupação não somente por conta das doenças que o tempo seco provoca, mas também pelo aumento do número de queimadas. Somente no mês passado, o Corpo de Bombeiros registrou 21 ocorrências em Adamantina, aumento de 110% em comparação com abril de 2017.

Historicamente, o período de maior incidência de queimadas ocorre entre julho e setembro. Mas, como o verão foi menos chuvoso em 2018, a preocupação é de que os próximos meses já tenham números elevados de focos. Este ano já foram 32 mil m² de vegetação consumida pelo fogo em Adamantina.

Uma destas queimadas ocorreu no centro da cidade, no último dia 26. Um foco de incêndio chamou atenção, e prejudicou, quem passava pela esquina das ruas Euclides da Cunha e Cristovão Goulart Marmo. A vegetação seca entre a linha férrea e o pátio da feira foi dominada pelo fogo, causando transtornos, já que a fumaça tomou conta das vias e casas próximas ao local.

A ausência das chuvas deixa a vegetação mais seca e ela acaba se tornando uma espécie de combustível para o início dos incêndios e a expansão do fogo. E, estatisticamente, segundo a Corporação, a grande maioria dos incêndios florestais é causada pela ação do homem, sendo estes atos intencionais ou por negligência, dando-se através destas motivações ou razões.

“A prevenção é a melhor forma de se evitar os incêndios, onde todos devem empenhar-se”, destaca o Corpo de Bombeiros.

Principais prejuízos causados por incêndios

:: redução da umidade do ar, portanto qualidade do mesmo, vital para nossa saúde (afetando principalmente a respiração de idosos e crianças);
:: prejuízos ao lençol freático; aumento de erosão ao solo;
:: extinção de espécies animais;
:: emigração de animais para as cidades;
:: perdas de moradias, de instalações, de plantações, de rebanhos, e de criação de animais;
:: queda de postes em rodovias com interrupção de fornecimento de energia etc.