Família de Alceu Maluf (Foto: Arquivo Pessoal)

“Onde está a felicidade? No amor, ou na indiferença? Na obediência, ou no poder? No orgulho, ou na humildade? Na investigação, ou na fé? Na celebridade, ou no esquecimento? Na nudez, ou na prosperidade? Na ambição, ou no sacrifício? A meu ver, a felicidade está na doçura do bem, distribuído sem ideia de remuneração. Ou, por outra, sob uma fórmula mais precisa, a nossa felicidade consiste no sentimento da felicidade alheia, generosamente criada por um ato nosso”.

A citação de Rui Barbosa ilustra a trajetória de Alceu Adib Maluf, que durante toda a sua vida construiu a felicidade de seus familiares por atos de generosidade, amor e compaixão. E, ao completar 90 anos, no último dia 23 de agosto, a família, formada por cinco filhos, 11 netos e quatro bisnetos, lhe homenageia por sua história, que iniciou em Presidente Bernardes, em 23 de agosto de 1928, onde nasceu.

Alceu Adib Maluf é filho de Gabriel Maluf e Guilhermina Carlos Maluf, ambos falecidos. Concluiu os estudos básicos em Piracicaba, quando então ingressou na Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo), em 1951, no conhecido Largo de São Francisco, de suas famosas ‘Arcadas’, Templo do Direito, tendo como professores os destacados mestres Miguel Reale, Gofredo da Silva Telles, entre tantos outros ícones de nosso Direito Pátrio.

Abandonou a Capital no início de 1956 para desbravar o interior do Estado, mais precisamente a Comarca de Pacaembu, onde, com a hombridade, a nobreza de caráter, a honestidade e o dinamismo que sempre o seguiram, iniciou sua trajetória jurídica.

Inscreveu-se na Ordem dos Advogados do Brasil – seccional de São Paulo, sob n° 9.048.

Casou-se em janeiro de 1957 com a professora Ignez Oliveira Maluf, leal companheira com quem semeou e colheu inúmeros frutos, dentre eles seus cinco filhos, todos casados. A primogênita Silvia Patrícia (dentista), Maria Ignez (dentista), Silvio (procurador de Justiça), Junior (zootecnista) e José Luiz ‘Cuca’ (advogado).

Chegou a Adamantina em 1969, incentivado pelo amigo e também advogado Leão Vidal Sion.

Em 1976, juntamente com o amigo Humberto Marconi, conquistaram a instalação da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil, ocasião em que formaram, em 1977, a primeira Diretoria da qual foi vice-presidente. Em 1979, assumiu a presidência da Ordem local, cujo mandato perdurou até 1981.

Por concurso público, em 1974, tornou-se Procurador do Estado exercendo tal função até o ano de 1996, quando então se aposentou.

Desde então, continua dedicando-se exclusivamente à nobre profissão que traçou para si, a advocacia.

Uma homenagem de sua esposa, filhas e filhos, noras e genros, netos, neta e bisnetas.