Maria Eduarda Vilela Rodrigues da Cunha, do 6º termo de Medicina, reitor da UniFAI Prof. Dr. Paulo Sergio da Silva, pró-reitor de Extensão Prof. Dr. Delcio Cardim, e Bruno Macorini, aluno do 5º termo de Odontologia, após reunião na última segunda-feira, 11 (Foto: Daniel Torres | Da UniFAI)

A experiência em participar do Doutores Sem Fronteiras (DSF) em 2017 motivou o estudante do 5º termo de Odontologia do Centro Universitário de Adamantina (UniFAI), Bruno César Doretto Macorini, a integrar novamente a expedição na Floresta Amazônica e, dessa vez, junto a aluna do 6º termo de Medicina, Maria Eduarda Vilela Rodrigues da Cunha. Pela primeira vez a Organização Não Governamental (ONG) selecionou estudante do curso de Medicina para integrar a equipe, já que a área médica do DSF foi inaugurada em 2017, sob a coordenação de Victor A. Mais e Ana Raquel Okusu, depois da necessidade notada pela diretoria.

Com duração de 40 dias – de 24 de junho a 01 de agosto – os estudantes, por meio de apoio da Reitoria e Pró-reitoria de Extensão da UniFAI, irão participar de três expedições junto a cerca de 35 voluntários entre cirurgiões dentistas, médicos, biomédicos e estudantes: Barco Hospital Walter Bartolo, no Rio Guaporé e Mamoré (distrito de Surpresa, Rondônia); aldeias indígenas Paiter Surui, Uru-eu-wau-wau, Aikanã, Amondawa e Cinta Larga; e comunidades ribeirinhas localizadas na região do Baixo Madeira Distrito de Nazaré, Lago do Cuniã e Papagaios.

No próximo dia 24 os estudantes sairão de Presidente Prudente (SP), com chegada a Porto Velho (RO) prevista para o dia 25. “Sempre tive vontade de desenvolver trabalho voluntário. Interessei-me pela expedição por meio da participação do Bruno [aluno de Odontologia] em 2017. Ele me passou muitas informações sobre a ONG. Entrei no site e mandei e-mail, tirando as dúvidas”, conta Maria Eduarda.

Bruno a convidou para participar da reunião do DSF em São Paulo no segundo semestre de 2017. Em janeiro deste ano foi convidada pelos médicos Victor e Ana Raquel a auxiliar na organização de um curso de Radiologia na cidade de Campinas (SP), ocorrido em março.

“Estou muito feliz com a seleção. A ONG parece uma família. Não é status. Todos se doam ao máximo no servir ao próximo e eu me identifiquei muito com a causa e com a cultura indígena. Terei mais a ganhar, porque sou só estudante”, afirma a aluna.

Nesta oportunidade como ativista da associação, Bruno comenta sobre a seleção de uma aluna de Medicina integrando a equipe. “Vai ser muito importante a atuação da Maria Eduarda na expedição. Agora sendo ativista, as responsabilidades aumentam. É preciso levar uma técnica mais aprimorada, pois viramos referência para um intercambista, tanto na atuação profissional quanto comportamental”, diz.

Conforme explica, ativista é um título dado pela diretoria da ONG que reconhece o trabalho prestado pelo intercambista durante a expedição anterior. “É emitido um certificado de intercambista pela missão e recebemos o título. O ativista tem um conhecimento maior das culturas indígena e ribeirinha, não só pelo trabalho da missão anterior, mas também por toda a pesquisa que fazemos ao longo do ano sobre as comunidades que serão atendidas a fim de chegarmos preparados e capacitados”, aponta.

Experiência anterior

Depois da experiência no DSF em 2017, Bruno preparou a exposição “Doutores Sem Fronteiras” no Hall do auditório Miguel Reale durante os congressos da UniFAI, realizados em outubro, o Congresso de Iniciação Científica Júnior (CIC Júnior), Congresso de Iniciação Científica (CIC) e Congresso de Pesquisa Científica (CPC).

Nela constavam fotos, objetos típicos das regiões por onde o estudante passou e a exibição do documentário produzido pela Agência UniFAI (disponível no link: https://youtu.be/JtzJ92OUJ0A).

“A exposição já esteve em várias cidades da região e no Congresso Internacional do Odontologia em São Paulo”, completa Bruno.

DSF

Fundada por Caio Eduardo Caseiro de Lima Machado, a ONG Doutores Sem Fronteiras é uma entidade sem fins lucrativos cujo objetivo é erradicar a falta de acesso à saúde básica e educação de determinadas populações.

A ONG atua na saúde primária, secundária e terciária, como explica o estudante da UniFAI: “Quando cheguei lá pela primeira vez me deparei com algumas comunidades atendidas, de difícil acesso, que nem a saúde primária ocorria. Quando a ONG presta atendimentos, conseguimos alcançar a saúde terciária, um nível mais complexo no qual entra equipamentos mais avançados com tecnologias de referência mundial, além de profissionais especializados”.