No centro de São Paulo (capital), a gasolina é vendida a R$ 4,80 por litro (Foto: Tiago Queiroz | Estadão)

O preço pago pelos dracenenses pela gasolina foi destacado em matéria do jornal O Estado de São Paulo no sábado (20). O periódico enfatiza que a cidade tem o combustível mais caro do estado de São Paulo, onde os consumidores pagam em média R$ 4,196 pelo litro da gasolina.

Se o preço já era elevado ficou ainda mais, segundo a última amostra da ANP (Agência Nacional do Petróleo). A média do preço registrado de 14 a 20 de janeiro foi de R$ 4,228, sendo que em alguns estabelecimentos o valor chegou a R$ 4,299, por litro.

A gasolina mais barata do Estado fica em São José dos Campos (R$ 3,863). Em Adamantina, cerca de 60 km de Dracena, o valor médio é de R$ 3,935/litro. O preço mínimo registrado pelo levantamento da ANP foi de R$ 3,849 e o valor máximo R$ 3,999.

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Ainda segundo reportagem do Estadão, o preço médio da gasolina subiu 19,5% nos postos de combustível nos últimos seis meses e já se aproxima dos R$ 4,20. Em algumas cidades, está perto de romper a barreira dos R$ 5.

A gasolina mais cara do Brasil está na região Norte. Em Tefé, no Amazonas, o preço médio é de R$ 4,941 por litro. Em Alenquer, no Pará, chega a R$ 4,838.

A escalada do preço está relacionada à nova política de ajustes da Petrobrás, em vigor desde julho de 2017, quando a estatal anunciou que as variações ocorreriam com mais frequência. Nesse período, os preços foram reajustados 133 vezes. A mudança foi feita para dar agilidade aos reajustes e acompanhar a volatilidade da taxa de câmbio e da cotação de petróleo. O barril ficou 28% mais caro nesse período.

Quando se compara o preço da gasolina no País com o do mercado norte-americano – de livre concorrência e sem nenhum tipo de política de preços – percebe-se um ritmo diferente. Nos EUA, o combustível ficou cerca de 7,6% mais caro quando o preço é convertido a reais, aponta o jornal.