Menina Isabelly, de 7 anos, morreu na noite desta terça-feira (7), no Hospital Materno Infantil de Marília (Foto: Reprodução | Facebook)

Diagnosticada com meningococcemia, a menina Isabelly, de 7 anos, morreu na noite desta terça-feira (7), no Hospital Materno Infantil de Marília. A estudante da escola Eurico Leite de Moraes, no Jardim Adamantina, estava internada a cerca de 20 dias e não resistiu à doença.

Segundo o portal Siga Mais, o óbito da criança foi registrado por volta das 20h30. Informações sobre o velório e sepultamento devem ser divulgadas ainda nesta manhã de quarta-feira (8).

O caso

O caso da menina Isabelly comoveu e mobilizou Adamantina, já que no início do tratamento a pequena adamantinense precisou de doações de sangue.

A criança foi atendida inicialmente pela Santa Casa local e, devido aos sintomas, teve que ser transferida para Hospital Materno Infantil de Marília, onde estava internada desde 17 de outubro.

Em nota divulgada a imprensa sobre o caso em 23 de outubro, a Secretaria de Saúde de Adamantina explicou que a doença “meningocócica é uma infecção bacteriana aguda, rapidamente fatal, causada pela Neisseria meningitidis. Esta bactéria pode causar inflamação nas membranas que revestem o sistema nervoso central (meningite) e infecção generalizada (meningococcemia). Existem 13 sorogrupos identificados de N. meningitidis, porém os que mais frequentemente causam doença são o A, o B, o C, o Y e o W135”, pontua.

Ainda, segundo a Pasta, estima-se a ocorrência de pelo menos 500 mil casos de doença meningocócica por ano no mundo, com cerca de 50 mil óbitos. “É uma doença de evolução rápida e com alta letalidade, que varia de 7 até 70%. Mesmo em países com assistência médica adequada, a meningococcemia pode ter uma letalidade de até 40%. Geralmente acomete crianças e adultos jovens, mas em situações epidêmicas, a doença pode atingir pessoas de todas as faixas etárias”, explicou a Secretaria de Saúde.

Cerca de 10% dos adolescentes e adultos são portadores assintomáticos da bactéria na orofaringe (garganta) e podem transmitir a bactéria, mesmo sem adoecer. “A bactéria é transmitida de uma pessoa para outra pela secreção respiratória (gotículas de saliva, espirro, tosse). Geralmente, após a transmissão, a bactéria permanece na orofaringe do indivíduo receptor por curto período e acaba sendo eliminada pelos próprios mecanismos de defesa do organismo. Desta forma, a condição de portador assintomático tende a ser transitória, embora possa se estender por períodos prolongados de meses a até mais de um ano”.

Em menos de 1% dos indivíduos infectados, contudo, a bactéria consegue penetrar na mucosa respiratória e atinge a corrente sanguínea levando ao aparecimento da doença meningocócica, explica a Secretaria de Saúde. “A invasão geralmente ocorre nos primeiros cinco dias após o contágio. Os fatores que determinam o aparecimento de doença invasiva ainda não são totalmente esclarecidos”.

O risco de doença meningocócica é mais significativo apenas para pessoas que tiveram contato muito próximo com uma pessoa infectada (portadora assintomática ou doente). “Quando se detecta um novo caso (doente), admite-se que entre seus contactantes próximos, possam existir um ou mais portadores assintomáticos e, eventualmente, um outro indivíduo susceptível, que à semelhança do doente já identificado, possa adoecer gravemente (vítima potencial)”.

A Secretaria enfatizou na época que a prevenção imediata da ocorrência de novos casos é feita através do tratamento profilático com antibióticos (quimioprofilaxia) de todos os contactantes próximos do indivíduo doente, visando à eliminação da bactéria da nasofaringe dos portadores.

Medidas

“Desta forma, seguindo as orientações do GVE (Grupo de Vigilância Epidemiológica) de Marília, a Secretaria de Saúde através da Vigilância Epidemiológica realizou a quimioprofilaxia nas crianças da classe e nos professores da sala, na família e alguns parentes que tiveram contato próximo com a criança”, se posicionou a Prefeitura.

A Secretaria de Saúde informou ainda que não houve necessidade de fechamento da escola, pois a transmissão é por secreção respiratória. “A Vigilância Epidemiológica orientou também a direção da unidade escolar a ficarem alerta as crianças expostas para quaisquer sintomas á procurar a unidade básica de saúde”.

“O caso ainda continua como suspeito, pois ainda não saiu o resultado do liquor para comprovação do diagnóstico”, finalizou a nota, de 23 de outubro.

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