A dermatite atópica é um dos tipos mais comuns de alergia na pele, atingindo cerca de 50 milhões de pessoas no mundo, sendo mais comum em crianças e podendo perdurar até a fase adulta. No entanto, se descoberta logo no início, é possível diminuir a frequência e intensidade das crises, que causam ressecamento, lesões avermelhadas e coceira intensa na pele.

A dermatologista Maria Gabriela Tiveron Frizão explica que a dermatite atópica é uma doença genética e crônica, comum nas dobras dos braços e da parte de trás dos joelhos, dependendo da idade em que se manifesta. “Não é uma doença contagiosa”, afirma a especialista.

Este problema pode também vir acompanhado de doenças alérgicas, como asma e rinite. “Alguns fatores de risco para o desenvolvimento da dermatite atópica são alergia a pólen, a mofo, a ácaros ou a animais; contato com materiais ásperos; exposição a irritantes ambientais, fragrâncias ou corantes, detergentes e produtos de limpeza em geral; roupas de lã e de tecido sintético; baixa umidade do ar, frio intenso, calor e transpiração; infecções; estresse emocional e certos alimentos”, esclarece Maria Gabriela.

A característica principal da doença é uma pele muito seca com coceira que leva a ferimentos. “Pode ocorrer também: áreas esfoladas causadas por coceira, alterações na cor, vermelhidão ou inflamação da pele ao redor das bolhas, áreas espessas ou parecidas com couro, devido à irritação e coceira prolongadas. Geralmente, tem períodos de melhora e piora”.

Dermatologista e clínica geral, Maria Gabriela Tiveron Frizão
Dermatologista e clínica geral, Maria Gabriela Tiveron Frizão

De acordo com a dermatologista, o objetivo do tratamento da dermatite atópica visa o controle da coceira, a redução da inflamação da pele e a prevenção das recorrências. “Devido à pele ressecada, a base do tratamento é o uso de hidratantes. Isso porque a hidratação da pele é necessária para aliviar o eczema. A orientação é aplicar esses produtos várias vezes ao dia, ou quando a pele estiver muito seca”, orienta.

Outro fator importante é fortalecer a barreira da pele, evitando o contato com as substâncias que podem ocasionar alergia. “Banhos quentes devem ser evitados. O ideal é tomar duchas frias ou mornas, pois a água quente resseca ainda mais a pele, que já é seca na dermatite atópica. Também se deve usar sabonetes especiais, que hidratam a pele. São receitados medicamentos anti-alérgicos e cremes tópicos”.

A especialista alerta que somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o cada caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. “O mais importante é a prevenção das crises de coceira, por isso deve-se fortalecer a barreira da pele e usar hidratantes específicos para pele muito seca”, finaliza Maria Gabriela.

Serviço

A dermatologista e clínica geral, Maria Gabriela Tiveron Frizão, atende na clínica Vitalize que fica na avenida Rio Branco, 193. Telefone: ‪3522-1074.

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