Não é apenas no mercado de trabalho que a participação feminina vem aumentando. No mundo do crime, a presença das mulheres também está crescendo a cada ano, segundo levantamento da Polícia Civil. Dados da Delegacia Seccional da Polícia Civil de Adamantina, que abrange 12 municípios da região, as prisões em flagrante envolvendo mulheres aumentaram cerca de 120%.  O levantamento aponta que de janeiro a outubro deste ano 58 mulheres foram detidas em flagrante. No mesmo período do ano passado foram 26 prisões em flagrante.

Delegado Seccional Domingos Lazaretti Neto afirma que 90% das prisões femininas envolvem no tráfico de drogas (Foto: Polícia Civil/Cedida)
Delegado Seccional Domingos Lazaretti Neto afirma que 90% das prisões femininas envolvem no tráfico de drogas (Foto: Polícia Civil/Cedida)

Para o delegado seccional, Domingos Lazaretti Neto, a participação feminina no tráfico de drogas é a grande responsável por este aumento nas prisões. “Noventa por cento das prisões são de mulheres envolvidas com o tráfico de drogas. Muitas chegam ao crime por conta do envolvimento com homens que já estão ligados ao tráfico e muitas fazem o papel de ‘mula’, tentando fazer a entrega de entorpecentes nas penitenciárias da região. Muitas são detidas em ônibus interceptado pela Polícia Rodoviária ou pegas durante visitas aos companheiros nos presídios”, destaca.

Penitenciária feminina

As mulheres detidas na Nova Alta Paulista, são encaminhadas para a cadeia de Tupi Paulista (cadeia de trânsito), e na sequência transferidas para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista (regime fechado), inaugurada em 2011, onde aguardam julgamento. Segundo dados fornecidos pela SAP (Secretaria de Administração Penitenciária), a população carcerária até 4 de novembro, era de 1.095 detentas. O presídio tem capacidade para 708 mulheres e está superlotado, semelhante aos presídios masculinos da região.

Prisões masculinas

No caso das prisões envolvendo homens, a incidência maior também é o tráfico de drogas, além de embriaguez ao volante, crimes envolvendo a Lei Maria da Penha (violência doméstica) e crimes contra o patrimônio (furtos, estelionato e roubo em menor incidência ) são os mais comuns.  Lazaretti afirma que a Polícia Civil, com os recursos que dispõe, tem se dedicado ao máximo no sentido de coibir a criminalidade na região. “Nossa equipe desempenha com zelo e presteza as atividades de polícia judiciária, procurando agilizar a conclusão dos inquéritos, propiciando que o Ministério Público e o Pode Judiciário possam logo, apreciar e decidir os feitos encaminhados ao fórum com mais rapidez”, conclui o Delegado Seccional.

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Fonte: Delegacia Seccional de Adamantina