Ministério Público apura situação do Creres (Foto: Siga Mais)

A Creres (Casa de Recuperação e Reintegração Social) de Adamantina encerrou suas atividades como abrigo para tratamento de dependentes de álcool e drogas.

Segundo o jornal Folha Regional, antes de interromper o funcionamento, a Casa de Recuperação e Reintegração Social abrigava seis internos. Já a confirmação sobre o fechamento foi dada pelo Secretário Municipal de Saúde, Gustavo Rufino, que era o interlocutor municipal na ação do MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo) que apura as condições de funcionamento e estruturais da instituição.

Ainda, de acordo com o jornal, os voluntários que geriam a Creres elaboram um novo projeto para transformá-la em uma casa de passagem – estilo albergue –, porém, ainda não há nada de oficial.

Histórico

Os problemas no Creres começaram a ser apurados após representação da Polícia Militar de Adamantina. Em seguida, as partes foram notificadas em 5 de outubro de 2.016 pelo MPSP, que também oficializou a Prefeitura, VISA (Vigilância Sanitária) e o Corpo de Bombeiros sobre as possíveis irregularidades. Após o prazo final, segundo o MPSP, os representantes da Creres não se manifestaram.

Já em 15 de fevereiro de 2.017 técnicos da VISA realizaram vistoria no local. Foram feitas recomendações, porém, um mês depois, em nova averiguação, foi constatado que nenhuma das orientações haviam sido acolhidas e que o estabelecimento estaria sem condições de funcionamento.

Ainda, segundo o portal Siga Mais, a própria Promotoria de Justiça expediu oficio aos representantes da Creres para que atendessem às recomendações da VISA.

Em 5 de maio, representantes do Creres solicitaram 60 dias de prazo ao MPSP para apresentarem um plano de viabilidade e adequação do local, o que foi concedido. O projeto foi apresentado, visando qualificar e melhorar o atendimento e adequar as instalações às normas da VISA.

Mas, em ofício encaminhado pela Vigilância Sanitária em 28 de julho, foi relatado que uma nova fiscalização foi realizada e que o local estava abandonado, em condições ainda piores. Devido aos problemas, os técnicos da VISA recomendaram a higienização do espaço e cancelou a licença expedida pelo próprio órgão.

No dia 2 de agosto novo desdobramento. O MPSP oficiou à Secretaria Municipal de Saúde de Adamantina, cobrando medidas e informações sobre os problemas. Em resposta ao Ministério Público, datada de 25 de agosto, a Secretaria de Saúde relatou ter encontrado dificuldades para localização de vagas em serviços psiquiátricos para transferência dos internos, a instituições do SUS (Sistema Único de Saúde), declarando que nenhuma medida, até então, havia sido efetivada no sentido de transferir os internos e interditar o local.

Já em 5 de dezembro, em nova resposta ao MPSP, a Secretaria informou que estava “encontrando dificuldades para efetuar o encerramento das atividades do Creres, uma vez que a diretoria interna tem demonstrado resistência neste processo de finalização das atividades, e também em virtude da institucionalização dos próprios pacientes”, informou o Siga Mais.

Em janeiro, conforme noticiado pelo IMPACTO, o MPSP recomendou novamente a Prefeitura de Adamantina a transferência dos internos do Creres e sua interdição até o dia 15 daquele mês.

Porém, passado o tempo determinado para uma solução, a Casa de Recuperação continuou em funcionamento devido a Secretaria de Saúde solicitar a prorrogação do prazo por mais 30 dias, o que culminou agora com o fechamento do local.