Lojas fecharam as portas às 17h (Foto: Maila Alves | Grupo IMPACTO)

Quinta-feira, 24 de maio. Quarto dia de manifestação nacional dos caminhoneiros. Lojas fechadas mais cedo em Adamantina. Correria nos postos de combustíveis. Desabastecimento em diversos estabelecimentos da cidade. Foi um dia intenso na Cidade Joia, que promete se repetir até o final da mobilização.

Comércio fechado

O comércio de Adamantina fechou as portas às 17h, desta quinta-feira (24), em apoio à manifestação dos caminhoneiros. Uma carreata sai do centro da cidade em direção ao ponto de mobilização na SP-294 (rodovia Comandante João Ribeiro de Barros), no trevo da Lagoa Seca, onde os manifestantes estão parados desde terça-feira (22).

A mobilização foi realizada pelo Sincomercio (Sindicato do Comércio Varejista) Nova Alta Paulista, que compreende que a alta tributação do diesel afeta diretamente os caminhoneiros, impactando no comércio e em toda a população. “A luta não é só para baixar o preço do combustível. O brasileiro precisa dar um basta para a corrupção”, disse o presidente do Sincomercio, Sérgio Vanderlei da Silva.

Aproximadamente 95% dos comerciantes da cidade aderiram à mobilização e fecharam as portas dos estabelecimentos. Antes, em agradecimento, os caminhoneiros realizaram ‘buzinaço’ pelas ruas do centro de Adamantina.

Caos para abastecer nos postos de combustíveis de Adamantina (Foto: Gustavo Castellon | Grupo IMPACTO)

Correria nos postos de combustíveis

Os protestos dos caminhoneiros e o risco de desabastecimento em vários setores provocaram corrida aos postos de combustíveis de Adamantina. Filas de carros foram registradas em diversos estabelecimentos da cidade, que já sofrem com a falta de produtos. Em alguns pontos, a fila passou dos 500 metros, o que ocasionou aumento dos preços.

Outros setores, como supermercados, distribuidores de água e até lojas de roupas, já encontram dificuldades devido às paralisações em diversos pontos da SP-294, o que dificulta a chegada das mercadorias.

SP-294

Além de Adamantina, no trevo de ligação para o bairro rural da Lagoa Seca e o município de Valparaíso, há pontos de Adamantina, Dracena, Inúbia Paulista, Osvaldo Cruz, Parapuã e Tupi Paulista, conforme balanço da Polícia Militar Rodoviária.

No Oeste Paulista, as mobilizações contam com o envolvimento de mais de 600 veículos, entre caminhões e tratores.

Os caminhoneiros protestam contra a política de preços da Petrobras. A companhia estabelece o valor da venda dos combustíveis aos distribuidores a partir da oscilação do preço do petróleo no mercado internacional e na variação do dólar.

Caminhoneiros percorreram as principais ruas e avenidas de Adamantina (Foto: Janaína Moraes | Grupo IMPACTO)