Aedes Aegypti tem evolução rápida e sobrevive a todas as estações do ano

Armazenar água de forma incorreta, deixar algum vão na caixa d’água ou esquecer recipiente no quintal são os principais motivos que fazem das casas os principais criadouros do mosquito Aedes aegypt. Isso porque ele gosta de água parada e limpa.

Estima-se que 80% dos focos do mosquito estão nas residências e a única ação efetiva capaz de evitar a proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya é fazer uma varredura em casa.

– Encha os pratos dos vasos de plantas com areia até a borda;

– Troque a água e lave o vaso das plantas aquáticas com escova, água e sabão pelo menos uma vez por semana;

– Coloque o lixo em sacos plásticos e mantenha a lixeira sempre fechada;

– Caixas d’água também devem permanecer fechadas e todos os objetos que acumulam água, como embalagens usadas, devem ser jogados no lixo;

– Folhas e tudo o que possa impedir a água de correr pelas calhas também precisam ser removidos;

– Garrafas e recipientes que acumulam água devem ser sempre virados para baixo.

Número de casos em queda livre
O número de casos de doenças provocadas pelo mosquito aedes aegypti vem caindo sensivelmente em decorrência das providências adotadas pela Secretaria de Estado da Saúde, em parceria com as prefeituras municipais. Todos os anos a pasta estadual investe R$ 120 milhões em ações de prevenção, vigilância e controle de endemias.

Como resultado o número de casos vem recuando muito no Estado, principalmente em relação à dengue. Este ano, a quantidade de casos da doença registrados nos municípios paulistas representa apenas 3% dos que ocorreram em 2016. Foram verificados 4.746 casos até outubro de 2017 contra 116.427 casos em 2016.

Com relação à Chikungunya, foram registrados 463 casos até outubro de 2017, contra 1.100 casos em 2016, e 86 casos de zika vírus confirmados no mesmo período de 2017 contra 4.032 casos no ano anterior.

Os números são animadores, mas a guarda tem que continuar em alta. No verão, devido ao período de chuvas, é preciso ficar alerta e continuar tomando as providências necessárias para combater os criadouros e a proliferação do aedes aegypti.