Agricultura impulsiona geração de emprego em Adamantina

Apesar do saldo negativo na geração de empregos em agosto, o acumulado do ano aponta para recuperação da economia de Adamantina, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregos). No mês passado, o município perdeu 33 postos de trabalho, porém, no ano são 514 novos empregados.

Somente em 2.017, a cidade gerou mais empregos que somados os resultados dos dois anos anteriores, impulsionada pelos setores da agropecuária e da indústria de transformação. Por outro lado, o comércio e a construção civil registram retração.

Durante avaliação da economia local, em reunião dos Sincomercios (Sindicatos dos Comércios Varejistas) da região oeste realizada em Adamantina no último dia 14, o economista da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), Jaime Vasconcelos, afirmou que as características econômicas da cidade estão mais ligadas ao agronegócio. “Isso faz com que Adamantina não esteja uma situação tão ruim economicamente, se comparado com municípios de outras regiões do estado de São Paulo, onde há uma dependência maior da industrial tradicional, como acontece no ABC e no Vale do Paraíba”, afirmou.

E, apesar do saldo negativo do comércio local, o resultado é melhor que a maioria das cidades paulistas. “No varejo, por exemplo, se o desempenho de boa parte dos municípios nos últimos cinco anos foi negativo, aqui em Adamantina temos uma estabilização neste período. Em uma situação de recessão econômica e desemprego, o varejo acaba sendo neste momento um ambiente de oportunidade, como é todo ano, principalmente para o primeiro emprego, aos jovens. Lógico, conforme colocado, há uma participação da agricultura, mas, ainda sim, é um setor primordial para a geração de renda e emprego, além de sua função social, pois dá oportunidades para aqueles que não têm experiências”, finaliza Jaime Vasconcelos.