O Ministério da Saúde divulgou na quarta-feira (12), que Adamantina está em situação de alerta para surto de dengue, zika e chikungunya, de acordo com o novo Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2018.

O índice de infestação predial está em 3%. A OMS (Organização Mundial da Saúde) classifica como satisfatório índice abaixo de 1%.

Os números alarmantes, que já haviam sido apresentados pela Prefeitura, mobilizam o poder público e comunidade para desenvolver ações de combate à proliferação do Aedes aegypti.

Desde novembro, o Município intensificou a fiscalização, mutirões envolvendo os agentes comunitários de saúde e de vetores, palestras de orientação em bairros, igrejas e escolas, campanhas educativas, além de trabalho direto com a população.

Outra ação proposta pela Prefeitura é multar donos de imóveis com focos do mosquito que transmite a dengue, zika e chikungunya. Os valores, segundo proposta em tramitação na Câmara, vão de R$ 158 a R$ 632, podendo inclusive levar à cassação do alvará em caso de estabelecimentos empresarial, industrial, comercial ou do setor público.

Em todo o estado de São Paulo são 208 municípios estão em alerta e 42 em risco de surto das doenças. Outras 388 estão em situação satisfatória e outras cinco cidades utilizaram armadilha, que é usada quando a infestação do mosquito é muito baixa ou inexistente.

O levantamento

O Ministério da Saúde recomenda aos municípios que realizem ao menos quatro vezes ao ano o LIRAa para que os gestores locais definam suas estratégias de prevenção. Em janeiro de 2017, o Ministério da Saúde publicou Resolução nº 12 que torna obrigatório o levantamento entomológico de infestação por Aedes aegypti pelos municípios e o envio da informação para as Secretarias Estaduais de Saúde e destas, para o Ministério da Saúde.

A realização do levantamento está atrelada ao recebimento da segunda parcela do Piso Variável de Vigilância em Saúde, recurso extra que é utilizado exclusivamente para ações de combate ao mosquito.