A amizade

Confira a coluna semanal da escritora Vanessa Batista no IMPACTO

Olá, leitores

Escrevi o conto ‘Amizade Eterna’ para participar da antologia ‘Para Sempre Amigos’, da Editora Emfoco, que aborda o tema amizade.

Espero que gostem e que este pequeno relato possa ajudar de alguma maneira quem passa ou já passou por esse tipo de situação, ou, conhece alguém que está passando, por essa prova. Será dividido em duas partes.

Tenham fé e acreditem que nada na vida acontece por acaso, tudo tem seu motivo de ser e acontecer.

Amizade Eterna – Parte I

A amizade é uma coisa incrível, uni raças, crenças, diferenças, almas e corações. Uni irmãos, pais e filhos, marido e mulher, amigos inseparáveis, amigos confidentes, amigos de balada e amigos para toda a vida.

Foi uma amizade mais forte que união de sangue que nos conectou, eu e minha melhor amiga Giseli. Desde o primeiro dia, era como se almas antigas se reencontrassem, almas irmãs que nasceram em famílias diferentes, mas predestinadas a se encontrarem nesta vida, para ajudar uma a outra nas batalhas e adversidades que a vida nos impõe.

Quando a conheci foi incrível a facilidade com que nos tornamos amigas, aquele tipo de amiga que sabe até o mais guardado dos segredos que trazemos na alma, aquele tipo de amizade que confiamos cegamente, aquele tipo que sabemos que mesmo distantes nunca vamos estar sozinhos.

Compartilhávamos muitas coisas, contávamos segredos, sonhos e projetos uma para a outra. Chega ser até engraçado como encontramos pessoas assim nas nossas vidas, elas são raras, mas sei que todos nós temos pelo menos um amigo desse guardado dentro dos nossos corações.

Já fazia alguns anos que nos conhecíamos quando ela me contou muito preocupada e praticamente chorando sua mais nova e perturbadora descoberta, a causa de seu sofrimento por muitos anos que viriam.

Gi na flor da idade, com tantos planos pela frente, tinha acabado de descobrir que estava com câncer de mama e já em estado avançado. Era como se todos os planos fossem por água abaixo. O Sonho de se casar e construir uma família, ter filhos e ser feliz, ficava mais longe a cada dia.

As pessoas a sua volta sofreriam com ela, se sensibilizariam com seu estado, mas ninguém realmente saberia o que ela estava passando, só quem já passou por essa doença terrível sabe o que se sente na alma, como se desespera com a realidade batendo a sua porta, como a desesperança fica ali machucando todos os dias um pouquinho, abrindo aquela ferida na alma que talvez nunca venha a cicatrizar…

Continua…